Quadrinhos Amarelados – De Yellow Kid à Invasão Estética Oriental

Alguns pedidos foram feitos para que disponibilizasse aqui alguns de meus textos teóricos sobre estudos de Mangás e afins.

Então aqui vai um texto que escrevi para disciplina “História do Jornalismo“. É uma tentativa de esboçar a importância e influência do icônico Yellow Kid, vanguardista na comunicação textual, com a “invasão” estética e da linguagem dos mangás japoneses em parte da produção nacional de quadrinhos.

Texto completo no Google Docs: http://tinyurl.com/quadrinhosamarelados

Introdução

O presente estudo propõe-se a analisar algumas características históricas das histórias em quadrinhos. Citada por Will Eisner como possibilidade de definição dos quadrinhos, a dita arte sequencial, ao longo dos ano passou a receber crescente atenção da crítica e mídia especializada. No entanto, o foco das pesquisas sobre o tema é vasto, já que há múltiplas possibilidades nas criações dos enredos, seja observando os tópicos relacionados a forma, conteúdo ou meio de comunicação.

Quadrinhos constituem um eficiente meio de comunicação de massa, difundido pelo mundo todo. Direcionado para públicos de todas as idades, as narrativas desenhadas tentam livrar-se do rótulo preconceituoso de que são voltadas para o público infantil. A questão a ser demonstrada é que existe uma segmentação mercadológica, de acordo com público, variando os conteúdos de acordo com o veículo de comunicação, faixa etária e gênero por exemplo.

A história da arte sequencial é extremamente rica e vasta. Sejam charges, cartoons, tirinhas, mangá ou webcomics, o estilo passa costumeiramente por reinvenções dinâmicas. Por isso a opção realizada é em focalizar dois momentos históricos fundamentais na consolidação do gênero em diferentes mídias.

O primeiro exemplo remete ao passado, com a saga inicial de Yellow Kid, personagem de Richard Felton Outcault, apontado como pioneiro do gênero de histórias em quadrinhos moderno. Veiculado nos principais jornais de Nova Iorque, New York World e The New York Journal, no final do século XIX, apresentou os gêneros tiras e charges, além de despertar o apelo comercial possibilitado por sua presença nas páginas dominicais ou diárias.

O outro momento destacado é o presente, em função da invasão estética dos quadrinhos japoneses em diversas mídias. O diferencial da linguagem visual e textual empregada nos Mangá orientais é sucesso de vendas atemporal, como no exemplo da revista semanal Shonen Jump, que nos anos 90 chegou a ter tiragens com 6 milhões e meio de exemplares vendidos, superando com folga as revistas de variedade mais famosas do mundo como a Time e a Newsweek. Como a globalização deste fazer quadrinistíco altera a produção brasileira atualmente, e as perspectivas futuras.

Tanto o exemplo das tiras em jornais do Yellow Kid, quanto os mangá japoneses, influenciaram e continuam influenciando a produção nacional de quadrinhos. O ponto de partida da análise será um breve panorama do que entende-se por quadrinhos, passando a seguir por sua relação com o jornalismo. Objetivando discutir com isso um pouco das projeções futuras e desafios da modalidade estética, sobretudo no cenário nacional.

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